Sinceramente sempre
pensei que era bluff e no dia do exame não iam prejudicar os alunos. Quiseram
ser respeitados mas perderam o jogo quando não respeitaram os estudantes. Porque
no meio disto tudo quem ficou mal visto foram os professores porque, bem, do
governo já estamos à espera de tudo. Mas a verdade é que não é o governo que
acompanha os alunos há 1, 2, 3, 6 anos todos os dias, lida de perto com a
pressão, com a expectativa, com as desilusões, não é o governo que tem essa
sensibilidade, supostamente são os professores. Neste jogo de interesses
ficavam “heróis” se tivessem desistido da guerra na hora h.
E quando vêm com o
argumento de que é um mal necessário para melhorar o futuro, perguntaram aos de
95 se queriam ser sacrificados para o futuro dos de 96? Ponho-me no lugar deles
e quero é fazer o meu examezinho, candidatar-me e entrar na primeira opção. No
fundo eles são quem menos culpa tem.
Adenda: Para não ser mal entendida, quando digo que os de 95 não têm que ser sacrificados é no sentido de não ser nada, nada justo serem eles os prejudicados numa luta onde foram levados por arrasto. Mas foi sobre eles que ontem caíram as consequências da não desistência de um braço de ferro entre o governo e uma classe que nem é a deles.